FragonardVirás solene e belo
com o brilho da prata
e o verde dos limos
e a maciez das pétalas
e a ternura inconfessada
dos guerreiros.
Sorrirás pelos trilhos da alva
desviando as facas
domando as fúrias
do meu descaminho.
Perguntarás:
Mulher quem és agora?
Lavarei as mãos
nos meus ribeiros
para nelas beber a tua voz.
Não te responderei
antes do anoitecer
quando o meu corpo
se esquecer do cardo
e se fizer o lírio.
Aguardarás sereno
como uma prega
na espádua do tempo.
A hora chegará
de retalhar as cordas
e atravessar o espelho
e apagar o lume
na casa da montanha.
Só então te direi:
Sou a pedra de canto
do sítio que habitavas.
Meu nome um monossílabo
como tu como eu
como chão como céu.
Licínia Quitério
Vou fazer uma pausa. Espero regressar brevemente. Este convívio é precioso demais para desistir. Que a Poesia, como eu a sinto, vos acompanhe.
Licínia





































