Que ilumine o negrume das copas
Que seja a boca e o beijo,
Licínia Quitério
Talvez esse Poema que todos procuramos um dia assome a esta janela
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UM DIA
Um dia, hei-de escrever, de descrever
o tempo em que não houve tempo
com palavras abstractas,
feitas de sílabas mortas,
que não querem dizer o que dizem
ou simplesmente nasceram
para não dizer seja o que for.
Um dia, talvez semeie enigmas nos poemas
que Édipo algum consiga decifrar
e fale de cidades que nunca existiram,
povoadas de gentes incolores e etéreas,
sugerindo ser e não ser não sei o quê.
Um dia, talvez deixe de repetir "um dia”
e diga seriamente “hoje era noite”
e recuse tudo o que é linear
e deixe de escrever coisas estúpidas
nascidas das feridas do meu mundo.
Por agora, vou dizer:
Um dia, quando eu for crescida, Mãe,
e a tua voz partir de vez do meu ouvido,
farei discursos exactos
que não sangram nem sorriem -
os poemas convenientes.
Licínia Quitério, em "Da Memória dos Sentidos"
Apeteceu-me revisitar palavras antigas que foram minhas. Um filho novo não me fará enjeitar o mais velho. Não seria justo.
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Foram os corpos desenhos de caminhos
traçados no labor dos dias úteis
em vermelhas praias calorosas
em lívidas luas friorentas.
Aprumados cresceram entre penhascos e lonjuras
atentos sempre à inclinação das noites.
Com versos brancos na língua incendiados
acrescentaram pele a outra pele.
Depois veio o deserto e os corpos
aprenderam novas sedes
já não de águas correntes
mas de estrelas.
Do deserto ao dilúvio foi um palmo de vida
e então os corpos se fizeram casco
se fizeram vela e navegaram.
Não se perderam.
Eram eles o mapa da viagem.
Licínia Quitério
Música: Wim Mertens
NOTA: Vou estar ausente por um curto período. Voltarei com novo fôlego, espero. Entretanto, desejo-vos bons tempos e boas publicações. E deixo beijos.
Licínia
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