2.6.09
CLARISSE 8
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30.5.09
PAISAGENS
Licínia Quitério
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24.5.09
À TARDE O VENTO
Chegam, nas mãos do tempo, as flores de papel. Amarrotadas. Esmaecidas. Brilharam em festões de romarias sem santos nem milagres. Suportaram a fúria de corações em fogo e as bátegas mornas, com cheiro acidulado de vulcões. Enregelaram na solidão da serra e dormiram sem sonhos de manhã. A lembrança da árvore foi o fio, a seda, a corda que as sustentou nas paredes do vento. São dele agora as flores e a leveza. Quando passam por nós, ao fim da tarde, e um mesmo vento as beija, há um tremeluzir por entre as copas, a indiciar novas florestas.
Licínia Quitério
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19.5.09
A SEDE
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1:45:00 da tarde
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13.5.09
O FOGO E AS ÁGUAS

Tantas vezes no gelo
adormecemos.
Tantas vezes o fogo sob as águas
nos desperta.
Cristais de sal no olhar.
Sinais de espuma
na quadrícula dos dias.
Dizer eu tive eu fui eu quero.
Tocar o mármore
e vislumbrar o átrio.
Redesenhar o quadro
e expô-lo à claridade.
Dar o corpo ao presente
como se faz no amor.
Enquanto o fogo sob as águas.
Licínia Quitério
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9:20:00 da manhã
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7.5.09
RAÍZES
Desmesuradas, as raízes,
cansadas de seus trilhos
profundos de toupeira,
esquecidas dos sinais
que lhes mostraram
âncoras, amarras,
contextos vegetais,
eis que se soltam
dos lodos do passado.
Afiam garras,
irrompem pelas terras,
pelas águas,
olham as copas,
moradas soberbas de animais,
sugam reservas de húmus
e avançam, seguras e ousadas.
Olham para trás a fixar memórias,
respiram virgindade no presente
e vão à frente.
Sobem pelas escarpas
e só descansarão
quando o ninho das águias mais não for
que mácula minúscula na rocha.
Depois, fortalecidas, as raízes
retomarão suas matrizes
e fecharão o círculo,
na imitação das copas habitadas
pelos verdes radicais.
Licínia Quitério, "Da Memória dos Sentidos"
Nota: De regresso, um poema antigo em tradução fotográfica recente. Agradeço as visitas, na ausência. Beijos.
Licínia
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20.4.09
VIAJO
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15.4.09
TORRE
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6.4.09
CHEGAM PELA TARDINHA
Fazer soar um sino na garganta
Nota: Uma breve pausa para outros lugares, outros olhares. Até à volta. Fiquem bem. Deixo um abraço e um sorriso.
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30.3.09
HÁ QUEM DIGA
Rasgões em ameaça à coesão da cal, as plantas invasoras, vingativas, rejeitadas pela placidez dos bosques, as cores decadentes, tumulares, o sossobrar do prumo nas empenas, a desistência da onda nos beirais.
Há quem diga assim a casa velha.
A porta só no trinco, em alarde vermelho, as trepadeiras vivas abraçando a cal, em cada telha um ninho ou uma espera, um sossego, um tempo livre de traições ou abandonos. A respiração dos passos na soleira, o calor no inverno, o amor de quem partiu e a paz que se aprendeu.
Há quem diga assim a casa velha.
Licínia Quitério
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25.3.09
RESISTEM À CLAUSURA
.jpg)
Resistem à clausura porque perderam, diz-se,
o livro das palavras incoerentes.
Silenciosos, bailam e o ondear das vestes
desmente a crueldade das miragens.
Em noites de lua nova há peixes mortos,
por medo de que o brilho se não cumpra.
Mas, nas manhãs solares, levanta-se um vapor
de sonho inacabado sobre as águas.
Licínia Quitério
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20.3.09
SE ALGUMA VEZ A NOITE
e se faz corpo e corda e lume e perdição.
Licínia Quitério
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4:45:00 da tarde
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14.3.09
DEPOIS DO INCÊNDIO
Sei que depois do incêndio
os mitos se alimentam
de sobras de minúcias
na ponta diamantina
dos ocasos
Pudera eu
divisar a fractura
onde arrefece a cinza
e acompanhar
as vozes da planura
antiga clara principal
Para sempre caminhar
e não chegar e não chegar
Licínia Quitério
Nota: Clarisse pede-me que agradeça a hospedagem no Sítio e a amabilidade das visitas. Assim faço.
Licínia
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8.3.09
CLARISSE 7
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1.3.09
CLARISSE 6

As ameixas e as abelhas, juntas em cada Verão. A passividade dos frutos em oferenda ao zumbido das asas. Acontecia a doçura antes do mel, como é preciso acontecer no amor. Nas folhas do agrião triunfava o verde, em louvor da água escorrida do tanque. Concha de regas, de lavagens de roupa e de banhos de alegria das crianças, em miragens de mar. Clarisse passeia-se no quintal da casa que dantes lhe contavam. Campo de engenhos e de esforços de mulher com sementeiras e colheitas nos braços. As árvores, as flores, os frutos, as sementes, em espaço exíguo, medido a palmo, estudadas com rigor a sombra e a luz e a demora dos dias. Histórias de vitórias e derrotas contra bichos devoradores, sempre à espreita de lugar na mesa posta, atravessavam as ameias dos muros e pairavam na rua para serem levadas no bico dos pássaros, ao fim da tarde. Foi por uma rola de peito róseo que Clarisse veio a sabê-las, de coração, como se fossem suas. Esta lassidão que não abandona Clarisse põe um véu sobre o rosto da casa que torna a ser jovem e liso, com o olhar aberto e limpo das tecelãs flamengas. A casa parada num tempo em que nada envelhece, em que ninguém falta à chamada. Coabitam as idades intactas e cruzam falas da história que lhes coube. Clarisse entende os sons da casa: o silvo do vapor nas panelas, as vozes do folhetim na rádio, o pedalar da máquina de costura, o sacho nas ervas daninhas, o chiar da roldana no poço, os gritos das crianças, de todas as crianças que permanecem, únicas, continuadas. Clarisse distingue-as pelas alturas, que em tudo o resto lhe parecem iguais. Vendo melhor, uma delas tem o nome Fernando no bolso do bibe e um livro debaixo do braço.
Clarisse esforça-se, em vão, por recordar o nome da grande terra, mãe da casa que a habita. Espera tê-lo de volta, ao folhear, descuidada, uma insónia, num álbum que não sabia.
Licínia Quitério
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23.2.09
CLARISSE 5
Um homem-menino chegado da soleira de outro tempo abriu um sorriso nos olhos de Clarisse. Não se lembra do nome dele. Dirá que se chama Fernando. Tinha fome e tinha medo e levaram-no ao encontro de outras fomes, de outros medos. Era uma vez uma aldeia perdida, lá no fundo, passado que fosse o leito seco do ribeiro... Era? Clarisse no declive da serra, rodeada de canções de luta e sobressalto, levando nos braços a maior esperança do mundo. Fernando espantava os medos acariciando livros de ensinar a ler, os livros com que ele, Fernando, ensinaria a ler. Pelas serras fora, os ogres ateavam fogos e tocavam sinos a rebate, anunciando a chegada do anti-Cristo. Clarisse duvida agora se aquele foi tempo de desejo ou de passagem. Os álbuns não mentem, mas confundem. O sol do meio-dia era uma afronta nas paredes enrugadas e na magreza das couves. Histórias que talvez tenham contado a Clarisse ou, quem sabe, ela as tenha inventado quando à noitinha uma mulher lhe bateu à porta para ser ouvida. Mulher-desgraça, desacertada, pecadora de amores alheios, solteira e perdida e calada. Fernando era o rei dos meninos quando lhes lia histórias e os deixava tocar as capas grossas dos livros. Havia enxadas e forquilhas e ameaças de exorcismos. Ou não. Não pode saber quando isso acabou. Se acabou. Clarisse julga lembrar-se de ter falado, no luar, na rua. As pessoas iam chegando e ficavam e sentavam-se no chão. Um lobo uivou ali perto. Ninguém se importou. Os cães estavam sossegados, lambendo o pelo e as feridas. Que terá dito Clarisse? Por certo, as palavras necessárias que não sabia e já esqueceu. Os livros de Fernando a passarem de mão em mão, a fecharem a roda dos corpos no luar de todos. Que mais terá acontecido? Por onde andará em contra-luz aquele homem-menino? Que novas fomes terá sabido? Que histórias contará sobre o luar das noites que o fizeram rei das crianças, naquele Verão de fantasmas contra o tempo?
Clarisse há-de ter as respostas que moram noutros álbuns. Entretanto...
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16.2.09
CLARISSE 4
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12.2.09
CLARISSE 3

Clarisse pronunciava amarílis com prazer e recato. Não se atrevia a tocá-las, que aquele esplendor fazia temer a queima dos afagos. Tardes de Verão a reclamarem o resguardo de fetos e de canas bravas. Foi no ano em que o verdilhão nidificou no grande cedro e declarou que não entendia as dúvidas dos humanos. Um Verão prenhe de fábulas e de assombrações de luar na intimidade dos claustros. Clarisse começou a escrever um conto sobre a menina que se perdeu no escuro e as mãos feiticeiras que a trouxeram de volta à infância da água. Ainda não o terminou. Não será hoje, que Clarisse adormeceu sobre os álbuns, atordoada pela vibração das amarílis.
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8.2.09
CLARISSE 2
Licínia Quitério
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4.2.09
CLARISSE
Licínia Quitério
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29.1.09
MADRUGADA
Que ilumine o negrume das copas
Que seja a boca e o beijo,
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25.1.09
ELOGIO DOS RELÓGIOS DE SOL
Quisessem os relógios só medir o dia
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20.1.09
OBAMA
Hoje chama-se Obama. Precisei de o registar.
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16.1.09
UM SONHO MAU

Não digas o que viste. Pode ser que nada tenha acontecido além do corte brusco no caminho. O vento mais não fez que relembrar o separar das águas. Tu não ouviste a ladainha dos crentes nem a imprecação das mulheres. A bainha das cores tem sangue de cordeiros que morreram há muito. Quando ainda havia profetas e deuses e a estrada da fome era a ondulação das dunas. Não fales do clamor das estrelas cadentes. Tu não sabes quantas vozes tem o céu. Tu que te julgas sábio porque conheces as idades da lua e a gravidez das marés. Cala-te. Nenhum manjar é novo nesta mesa de enganos. Tu conheceste algozes e deste-lhes a lâmina e não acreditaste que matassem. Agora não te movas. Pensa-te rocha. Sente o tropel a adentrar-se na terra. Dorme as noites de solidão ainda por cumprir.
Dá-me a tua mão. Foi um sonho mau. Foi um sonho mau.
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10.1.09
FALEMOS ENTÃO
Falemos então da elegância das mulheres. Não soletremos a feminina condição. Digamos da sua matéria inspiradora. Vestidas de chuva as mulheres desafiam o sol. Com uma dor cinzelada no braço sorriem à curva da serpente. Contam as misérias do mundo no rosário de sonhos de opulência. Falemos então dos homens que não podem amá-las. Estão cansados de fazerem a guerra. Estão doridos por não pararem a guerra. Lamentam não terem feito filhos na delicadeza das mulheres. Ficaram estéreis os homens que mulheres condenaram à guerra. Os homens que restarem abraçarão as mulheres que restarem. Elas vestirão a prata das noites sem remorso. Todos eles terão os olhos da cor do esquecimento.
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4.1.09
28.12.08
REDACÇÃO
Na casa da avó havia um quintal. Nas casas dos ricos havia jardins. E havia roseiras e a avó chamava belas-portuguesas às rosas que elas davam. As couves galegas eram muito altas. Algumas mais altas que os netos mais altos. As folhas de baixo iam para os coelhos que tinham um olhar assustado. A pereira dava peras francesas que os bichos, antes dos netos mais velhos, atacavam sem dó nem piedade. No quintal da avó havia um alegrete. Nunca mais encontrei nenhum. Era uma tirinha comprida de terra e tinha à volta um murinho de cimento caiado de branco. Como um canteiro. Mas não era. Era um alegrete. Todo o ano tinha flores. As minhas preferidas eram os brincos-de-princesa. Dava um trabalhão catar as lagartas e matar os caracóis e as lesmas. A avó capava os craveiros e assim os cravos que resistiam à capadela eram enormes. Por esta altura do ano estavam quase a florir as alcoviteiras-da-primavera. A avó nunca soube que se chamavam frésias. Ao sair da porta da cozinha a avó tinha plantado uma roseira que tinha crescido muito e dava rosas-de-toucar. O quintal da avó era enorme. Tão grande que hoje fizeram nele uma salinha de um restaurante. O resto do restaurante é o resto da casa que foi da minha avó. Quando lá vou almoçar procuro ficar na mesa debaixo da pereira das peras francesas. Se levo amigos, digo sempre "Vamos ao Alegrete". Depois acham que eu estou a brincar porque o nome do restaurante não é esse. Porque é que havia de ser?
Nota: Este texto não tem nada a ver com O Sítio do Poema, dirão. Fantasias minhas, de fim de ano.
Até 2009. Por aqui voltaremos a encontrar-nos.
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23.12.08
BOAS FESTAS
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19.12.08
OUTONO
De pronto partirei que um outro povo
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14.12.08
DA URGÊNCIA
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9.12.08
EM REDOR DAS CASAS
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4.12.08
É O QUE SABEMOS
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28.11.08
FRAGILIDADE
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23.11.08
REVISITAÇÃO
UM DIA
Um dia, hei-de escrever, de descrever
o tempo em que não houve tempo
com palavras abstractas,
feitas de sílabas mortas,
que não querem dizer o que dizem
ou simplesmente nasceram
para não dizer seja o que for.
Um dia, talvez semeie enigmas nos poemas
que Édipo algum consiga decifrar
e fale de cidades que nunca existiram,
povoadas de gentes incolores e etéreas,
sugerindo ser e não ser não sei o quê.
Um dia, talvez deixe de repetir "um dia”
e diga seriamente “hoje era noite”
e recuse tudo o que é linear
e deixe de escrever coisas estúpidas
nascidas das feridas do meu mundo.
Por agora, vou dizer:
Um dia, quando eu for crescida, Mãe,
e a tua voz partir de vez do meu ouvido,
farei discursos exactos
que não sangram nem sorriem -
os poemas convenientes.
Licínia Quitério, em "Da Memória dos Sentidos"
Apeteceu-me revisitar palavras antigas que foram minhas. Um filho novo não me fará enjeitar o mais velho. Não seria justo.
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18.11.08
VALEU A PENA
Não me ocorre doutra forma agradecer a onda de carinho que me envolveu, a propósito da estreia de um livro. Gente de tantos lugares e de tantos tempos veio comigo viver a festa maior que sei fazer: a da Poesia, em mar de Amizade. Grata, comovida, grata.
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8.11.08
3.11.08
FRASES AVULSAS
Já estive em muitos portos mas nunca a minha ilha recusei.
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28.10.08
Outras falas
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17.10.08
FORAM OS CORPOS
Foram os corpos desenhos de caminhos
traçados no labor dos dias úteis
em vermelhas praias calorosas
em lívidas luas friorentas.
Aprumados cresceram entre penhascos e lonjuras
atentos sempre à inclinação das noites.
Com versos brancos na língua incendiados
acrescentaram pele a outra pele.
Depois veio o deserto e os corpos
aprenderam novas sedes
já não de águas correntes
mas de estrelas.
Do deserto ao dilúvio foi um palmo de vida
e então os corpos se fizeram casco
se fizeram vela e navegaram.
Não se perderam.
Eram eles o mapa da viagem.
Licínia Quitério
Música: Wim Mertens
NOTA: Vou estar ausente por um curto período. Voltarei com novo fôlego, espero. Entretanto, desejo-vos bons tempos e boas publicações. E deixo beijos.
Licínia
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11.10.08
IRONIAS
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6.10.08
QUAL DE NÓS
Que terras procurei e não achei?
Quem sabe é o timoneiro.
Porque morria o sol quando o barco virou?
A tarde era tão fria.
Por que mares naveguei antes de naufragar?
Por todos onde correm os cavalos do vento.
Quem me salvou da escuridão dos fundos?
Um pescador que na noite cantava.
Qual de nós se perdeu e não voltou?
O eco te responde.
Qual de nós?
Qual de nós?
Licínia Quitério
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1.10.08
TEMPO
A Terra gira no sentido inverso
Foi assim que aprendi na Primavera.
Licínia Quitério
Música: Edith Piaf - Les Trois Cloches
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