9.9.09

OS CAMINHOS VELHOS

Envelheceram as bermas dos caminhos.

Sombras, muitos risos fugidos do amanhã.

Por dentro do meu peito voam pássaros,

redondos pássaros de redondos cantos.

Levo-os a visitar caminhos de ontem.

Liberto-os no deslumbre do ribeiro.

Voltarão ao ninho, ao coração da frágua.

O sol a pique na queima da memória.

E a água em seu labor, criando o verde.


Licínia Quitério

17 comentários:

Maria disse...

Para os caminhos rejuvenescerem, amanhã...
Lindo!

Beijo

Justine disse...

O eterno ciclo, tão bem traduzido nas tuas poéticas ondas de esperança, apesar das bermas envelhecidas...

Lídia Borges disse...

Pássaros livres esvoaçando sobre o ribeiro da memória.

Um poema suave, redondo, lindo...


Um beijo

Graça Pires disse...

Os pássaros e as palavras. Tão belos...
Um beijo, Licínia.

Clotilde S. disse...

Licínia,

Tanta beleza neste teu modo de sentir e de escrever.

Um beijo grande,

Clo

Arabica disse...

E nós que tanto queremos caminhos novos!

Beijinho, Licínia

CNS disse...

Um poema delicado. Sem idade.

bj

M. disse...

O que importa são os pássaros.
Muito bonito, este teu poema.

hfm disse...

Os caminhos das memórias e da poésis. Um beijo

maré disse...

redentora água

a temperar o incendio que a memória acorda.

______

um belo e calmo domingo
e
um beijo

maria m. disse...

fiquei eu «no deslumbre» do poema, criando vontade de ir com os pássaros.

um beijo.

heretico disse...

decantação do Futuro. em voo de palavras rasgando a Utopia,

belíssimo

beijo

legivel disse...

... é óptimo passear pelos caminhos que aqui desenhas. O ribeiro, o sol e o verde, convidam a trazer qualquer coisa que se trinque para ser degustado em quadro tão bucólico...

ps: está descansada que os ossos do arroz de frango não os deixo por aqui ao deus-dará.

Mar Arável disse...

Viajo nos seus caminhos

como se fosse um pássaro verde

porque sendo antigos

não são velhos

antes que chova

MADRUGADA... disse...

é nas asas dos pássaros que com eles quero voar, prosseguindo assim a minha busca para que a mim me possa encontrar.


belo poema*

Arabica disse...

Recriando o verde mar, re-inventando um novo azul cobalto, deixo-te um abraço grande.

mariabesuga disse...

dos caminhos de ontem me chegam risos fugidos para amanhã percorrendo as bermas dos caminhos velhos que são os de hoje...

-Memória!!!...

Um beijo que mando nas asas dos pássaros que me fazem ninho no quintal.

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