14.6.18
10.6.18
COISAS RARAS
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9.6.18
CONVITE
http://www.centesima.com/content.asp?startAt=4&categoryID=15&newsID=859
Na Livraria Centésima Página, em Braga, no dia 22 de Junho, pelas 18h30m,
com os meus livros e as caligrafias de Ariana Andrade.
Apresentação de Virgínia do Carmo, da Poética Edições.
Apareçam.
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6.6.18
5.6.18
VOLTAR
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16.5.18
A SEDE
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8.5.18
TRAVESSIA
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1.5.18
A DOR DO RIO
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24.4.18
TAIS-TOI
Tais-toi, poète,
tu sais, la guerre
est avare de tes mots.
Garde-les,
garde-les bien,
abimés dans ton coeur.
Personne ne saura
pourquoi tu deviendras
un poète muet.
On dira
que ta vie est gachée.
Calme-toi, poète,
tu sais, la guerre
s’achèvera sans te prendre tes mots
si bien gardés
au fond de tes sanglots
au bout de ton silence.
Écoute-moi, poète,
attend!
Le temps arrivera
pour tes mots,
pour ta voix
pour ton chant libéré,
encore plus haut,
en demandant le tout,
l’immensité.
Licínia Quitério
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21.4.18
O BINÓMIO
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8.4.18
LULA
Vem dos países da terra e do metal.
Em seu redor os muitos filhos
roubados à fome e à nudez
gritam o seu nome
de consoantes doces
vogais quase fechadas.
É um Homem vestido de luta
a contar a história dos seus passos
a história dos seus sonhos
iguais aos sonhos de todos os meninos
perdido o medo do papão.
É um Homem com uma ideia.
É um Homem com um sonho.
Um Homem livre
encarcerado e livre.
É uma ideia em movimento.
É um sonho inacabado.
É um Homem.
Licínia Quitério
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2.4.18
OS MUROS VELHOS
Os muros velhos dão guarida
a ousadias vegetais
formosos atavios
de rendas e recortes
a lembrarem vestidos
de pequenas bonecas
nos pequenos colos
das pequenas meninas
com grandes olhos
de encantar
Nos muros velhos acoitam-se
pequenos animais
contorcionistas
malabaristas
da cal e do granito
velozes frios fugindo
à astúcia predadora
dos famintos
É bom atentar nos velhos muros
e nos seus habitantes
vegetais e animais
a cumprirem a vida e os seus ciclos
a respeitarem o Sol e a sua lei
a esperarem a chuva
a suportarem a seca
Estes muros velhos
pacientes
resistentes
guardadores de seus bichos
suas ervas
sabem que vão desmoronar
no dia em que chegar
o cavalo negro à rédea solta
nas ancas fumegante
a marca do ferro do mandante
Era uma vez um muro velho
e os seus vegetais
e os seus animais
Começa assim a nova história
Do cavalo negro nenhuma história se escreveu
Licínia Quitério
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16.3.18
UM LUGAR
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14.3.18
PERSPECTIVA
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28.2.18
O OIRO
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20.2.18
INTIMIDADES
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12.2.18
A OUTRA
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6.2.18
ANDARILHOS
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28.1.18
EU SEI LÁ
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23.1.18
VAI, MEU CORAÇÃO
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13.1.18
À PROCURA
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5.1.18
UNIVERSO
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3.1.18
O POETA
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1.1.18
OS FRUTOS
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27.12.17
ERA QUASE DE NOITE
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18.12.17
A INFÂNCIA
foto cedida por José Alfredo Almeida
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13.12.17
NATAL
Esta terra é minha, esta terra não é tua.
Como foi que tudo começou?
Como vai isto acabar?
Nunca, dizem os oráculos.
Vão-se matando, os meninos.
Tombam na terra de ninguém.
É Natal.
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7.12.17
UM DIA
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1.12.17
QUASE NADA
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22.11.17
A PRESSA
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14.11.17
ENTARDECER
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10.11.17
BAIXAR A GUARDA
Expor o rosto e o corpo às balas
Gritar eis o banquete
A mesa posta é vossa
Assim pensava eu nos anos de rimar
Ternura com bravura
De avançar sobre escarpas
E abençoar o tojo
De ver partir os barcos
Carregados de homens
E de os ver chegar
Carregados de raiva
E de outros homens
O rosto e o corpo gastos
A guarda toda em baixo
Os restos do banquete
Aqui os tendes
Assim eu digo nos anos de rimar
Sorrir com resistir
De avançar indiferente
Ao espinho e ao abismo
Os barcos já não partem
Ficam presos na linha
Do horizonte
Os homens vão ao mar
E às vezes voltam
E são peixes carregados de sal
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29.10.17
O BICHO DA TERRA
Ardem, queimam, iluminam.
Transportam archotes a apagar a noite.
Gritam a afugentar as sombras.
São meninos de oiro.
Cantam a convocar segredos
Que as altas aves guardam.
Dançam rente às ervas.
São meninas e têm nomes de flores.
Guardam o medo em velhos cofres e avançam.
Conhecem todos os países
E em nenhum se detêm.
São os viajantes do tempo.
Homens nascidos de mulheres.
Homens amantes de mulheres.
Homens amantes de outros homens.
Iguais na hora de chegar,
Na hora de partir.
Iguais no desespero e na esperança.
Poderosos. Cruéis. Solitários.
São deuses e habitam ilhas e desertos.
Inventam, constroem, destroem
E nada acabam.
Compram e vendem as terras e os corpos.
Beijam e são o mel.
Mordem e são o sangue.
São a palavra, a plateia, o palco.
São a mãe, a casa, o corredor dos ventos,
A força da levada.
São os filhos do Sol.
São o bicho da Terra.
Licínia Quitério
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