7.7.15

AS LUZES


Que as luzes da noite 
branca 
acalmem o furor dos homens,
deitem frutos no colo das mulheres,
aos meninos
 ofertem planetas.
Que todos dancem de roda,
corpo a corpo, mão na mão,
respiração contra respiração.
Que no centro do abraço se desdobre
a árvore maior das suas vidas,
a que bebe da terra
 a água toda
e com ela faz pássaro e floresta, 
canção de ninar ou combater.

Será este dizer uma oração
a um deus que há muito se ausentou,
mas antes, condenou à insanidade 

os dias e os meses.
E os anos foram raiva e foram medo,
e dentro de alma se inscreveu
a cicatriz do tempo 

que não foi mais do que o desejo dos filhos por haver.


Licínia Quitério

3 comentários:

Mar Arável disse...

"Oremos "

antes que privatizem a luz

Bjs

heretico disse...

cicatrizes do tempo, que o Tempo irá sarar...
Tempo que os braços dos homens saberão construir.

beijo, minha amiga

(grato pelas palavras de estímulo)

Graça Pires disse...

A Esperança há-de voltar...
Um beijo, Licínia.

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