Na sala há aromas de chá
a espuma a coroar a taça
o sol nas paredes da tarde.
É a hora dos relógios
da areia da água
das árvores sobrantes
dos véus da cor do chá
do arremedo das danças
dos medos das preces
do calor dos corpos
do calor do chá
do ardor da memória
da febre dos animais
do tremor da grande pedra
do odor do sangue.
Na taça o chá esfriou.´
Licínia Quitério



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