8.4.06

O PRIMEIRO DIA DA VIDA DE UM BLOG

Uma aventura por caminhos virtuais. A sedução dos novos tempos a que não quero resistir. Para além desta janela, há gente feita de nervos e de sonhos. Como eu.
Porque não tentar a a ponte? É hoje o dia do arranque. Resultados? Logo se vê.
Apresentações? Não valerá a pena, por agora. Que os posts o façam, se
tiverem essa virtude. Gosto de escrever, claro. Gosto que me leiam, claro. A isso aqui venho. Gosto de Poesia. Muito. Procuro-a com avidez. Nos outros e em mim.
Neste cantinho, espero ir dando testemunho de "coisas" que escrevo e de poemas que me tocam. Para já, e porque ainda não estudei o manual, de forma a poder vestir estas páginas com roupagens atraentes, peço desculpa pelo cinzentismo gráfico.
A seguir, com todo o descaramento e narcisismo, apresento uma das muitas "coisas" que escrevo.


CONVERSÁVAMOS

Conversávamos ao crepúsculo.
Soltávamos palavras e podíamos escutar-lhes o eco.
Algumas eram palavras de mulheres
que às vezes também cabem aos homens.
Outras batiam no tampo da mesa do café
e recusavam-se a continuar
porque incompletas.
Procurávamos o silêncio por dentro das palavras
e ele aflorava o nosso medo de o conhecermos.
Falávamos de quê? Do que não sabemos e nos dói
porque saber é a nossa meta.
Louvávamos os humanos naturalmente imperfeitos
que lançam pistas para a perfeição.
Despedimo-nos já a noite chegara.
Isto foi ontem.
Hoje transportamos dúvidas maiores porque delas falámos
mas estamos mais perto do dia em que saberemos do silêncio
.
L.Q.

4 comentários:

OrCa disse...

Começa-se assim, por entre reticências. De trás trazemos a vida toda. Pela frente desafia-nos o futuro incerto. E, ainda assim, começa-se, procurando o sonho "que comanda a vida".

Retribuido visitas e amáveis palavras, aqui deixo os meus votos para que O SÍTIO DO POEMA seja um sítio de palavras com gente dentro... (que bem me parece que o é, já). E que este singrar pelo sonho com os olhos abertos seja o regato a engrossar a corrente de poesia, de que nos fazemos.

Um grande abraço... e felicidades!

OrCa disse...

Entretanto, se nada houver em contrário, já deixei, lá pelos Sete Mares, ligação a este SÍTIO.

jorgesteves disse...

Presumo que Narciso não tinha descaramento; não teria, também, 'coisas' assim para lançar ao lago...
Gostei deste poema!
jorgesteves

Paula Raposo disse...

Obrigada pelas palavras nas minhas romãs. Como tal, tive a oportunidade de te visitar também (eu trato todos por tu!). Voltarei sempre que o tempo me permita. Continua em força...Beijos.

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