6.8.07

DA ESPERANÇA


Sitiados
deglutimos a raiva
até estalar o grito
que rebente o dique
e inunde a paisagem

de laços e sementes

Não mais o céu será de fogo


Licínia Quitério


"Na realidade, a minha arte é uma confissão feita de minha própria e livre vontade, uma tentativa de tornar clara a minha própria noção da Vida... No fundo é uma espécie de egoísmo, mas não desistirei de ter esperança de que, com a sua intervenção, eu possa ser capaz de ajudar outros a atingir a sua própria clareza."

Edvard Munch

7 comentários:

Mar Arável disse...

NÃO MAIS OS CÉUS SITIADOS (?)

bettips disse...

...da esperança
nos alimentamos...
bjinho

TINTA PERMANENTE disse...

Por vezes, da raiva brota a serenidade, como da pedra surge a flor...
Abraço.

DE-PROPOSITO disse...

'Não mais o céu será de fogo'
-------------------------
O céu nunca foi simbolizado como fogo, mas sim um paraíso.
Fica bem.
Felicidades.
Manuel

Teresa David disse...

Magnífico e forte poema mto bem coadjuvado por sábias palavras que perfilho na integra.
Obrigada pela visita.
Bjs
TD

Maria P. disse...

Forte, como a esperança.

Beijinho*

(é bom estar de volta)

vida de vidro disse...

Munch exprimiu bem esse desejo de fazer com que algo mude.
Que rebente o dique, então! Estamos a precisar. **

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