Vestes talhadas em
claros panos de aconchego.
Sombras de orientes
a adornar águas de agosto.
Doiradas cabeleiras
anunciadas na fala das estrelas.
O zumbido ondulante dos insectos.
O azul, o grande azul
sobre a memória da terra calcinada.
Indiferente ao estrépito dos mundos,
neste desvão das horas se reclina
absorto um coração.
Licínia Quitério
1.6.08
UM CORAÇÃO
partilhado por
Licínia Quitério
às
4:51:00 da tarde
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19 comentários:
Requintada a beleza da flor. Sedutor, o labirinto das palavras.
Fulgências!
bela descrição!
Especial. A beleza em cada palavra.
Panos de aconchego. Sombras de orientes. O azul. A memória da terra. Como pode ficar absorto o coração?
Haja alegria por aqui também.
A viagem do pólen
Bonito, Licínia.
Eduardo Aleixo
( À Beira de Água )
Muito belo. o poema. a flor.
Trasborda azul. Daquele tépido que abraça o horizonte.
Muito, muito bonito
e nesta leitura senti-me invadir de um tranquilo alheamento
viajei
Entrei só um instantinho para te dizer como está belo o teu escrito sobre os jacarandás! O Eugénio não se envergonharia :))
(P.S. e conquistaste um admirador!)
Beijo
um azul.um belo azul. sobre a terra calcinada. como refrigério da alma...
belos sempre. os teus poemas.
beijos
em cenário estimulante dos sentidos.
Como projectam os orientes as suas sombras? E como podem elas absorver um coração?
um coração absorto, mas quente! Um beijinho.
Tenho lá um desafio muito giro.
P.S. Então é assim: Como ainda não sinto categoria para comentar, vou deixando o mesmo recado em todos os senhores(as). Certo??
Até logo.
Meu coração absorto
leu o teu e se alegrou
saiu do estado morto
cantou sorriu e bailou.
Cantou sorriu e bailou
nem uma lágrima verteu
nem tão pouco se cansou
se anima ao azul do céu.
Se anima ao azul do céu
tal a ânsia do folguedo
nem uma lágrima verteu
que da vida não tem medo.
beijinhos e sorrisos.
Fica-se de coração nosso
absorvido, nas lianas cruzadas da imaginação.
Bj
Will you please stop sending spam comments!!!!!!!!!!
I'm not interested in your publicity advises. DEFINITELY!
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