24.3.13

LUZ



Tudo é luz, dizias, quando as sombras te percorriam os braços e as agulhas do desalento se insinuavam no teu prato. De luz se faziam as flores da voz e desenhavam corpos porque os cantavas sem nunca lhes dares um nome, nem sequer o de mulher. De luz a escuridão dos corredores da casa, atenta aos roedores nocturnos. A presença e a ausência, a música e o silêncio, tudo é luz, digo.

Licínia Quitério  

5 comentários:

Mar Arável disse...

Amplas claridades

Bjs tantos

heretico disse...

as trevas aguardam o momento de se libertarem...

belo texto

beijo

Emília disse...

Vim receber esta luz e melhorar o meu dia, que andava escuro.

bettips disse...

As tuas palavras (mesmo no silêncio da casa) são escolhida com LUZ, minha qu'rida! Lembras-te das estrelas? "as que tinham luz própria"?...
Bj

Justine disse...

Sim, concordo: tudo é luz e o seu contrário!

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