17.11.14

CHEGAVAS TARDE



Chegavas tarde e chamavas-me Lua e eu ficava pálida a pensar como seria a minha luz no dia em que te fosses para outro céu ou te apagasses, que ser lume também cansa, também queima.

Hoje, na minha mão uma candeia acesa a iluminar, na Lua Nova, as noites e os dias baços em que procuras a oliveira e só eu sei em que ramos te acoitas.

Licínia Quitério

1 comentário:

MEmília disse...

Belo, Licínia. Li e reli e... senti que conhecia até alguém a quem o poema dizia respeito.

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