22.8.15

DO VERÃO


São os transeuntes do Verão. 
Pairam aromas de encontros 
furtivos, excessos irrepetíveis, 
incêndios na diagonal do caminho. 
Vão, num allegro, ma non troppo, 
que a evanescência dos corpos 
atrai uma ligeira febre. 
Todo o desacerto se apaga. 
Arde um fósforo contra a brisa da tarde. 
A intuição diz-lhes: é tempo 
de começar a morrer.
Sentem pressa. 
Vivem.


Licínia Quitério

3 comentários:

Mar Arável disse...

Tudo se move

até o vento

tb disse...

Fugazes, como o Verão.
Gosto tanto, amiga.
Beijinho.

Graça Pires disse...

Viver é o mais importante...
Beijo, amiga.

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