1.8.11

QUE SABES TU



Que sabes tu da casa?
Abriga-te, veste-te a dor e a alegria,
dá-te olhos para saberes os mundos.
É enorme e vazia no verão de cada inverno.
Cheirosa a sândalo, pequena, 
na festa imaginada do amigo ausente.
Pouco mais sabes.
Nunca saberás quantos pombos a olharam
nem o dia em que o vento lhe roubará
a transparência das vidraças.

É a tua casa, ou és tu a casa. Tanto faz.

Licínia Quitério

8 comentários:

fani disse...

obrigada por dizer tanto do que eu sinto...as casas são sempre estados de alma..por onde deambulam os nossos sonhos e também os nossos queridos que ancorados nas nossas saudades ..se ficam ..se ficam por ali..
obrigada pelo seu talento ..pela genoresidade das suas belas palavras ..são música

Maria disse...

Da casa sei nada faz tempo. Foi então que me perdi de mim...

Abraço, Licínia.

Anónimo disse...

Como o sinto, às escuras nos meus corredores de mim.
E como o dizes, certo, L.
Beijo da bettips

hfm disse...

"...o verão de cada inverno!"

e todo o poema ficou escrito.

Justine disse...

Resta seguir o teu poema...e deixar voar a imaginação!

Graça Pires disse...

Da casa apenas sei o que o coração me diz...
Um belo texto, Licínia.
Beijos.

M. disse...

Tanto faz, sim. Muito belo.

sandrafofinha disse...

Que sei eu??? Que saberei eu???? Uma coisa é certa: adoro bordar ponto de cruz e encher as pessoas de miminhos. De resto acho que não sei mais nada,sei que temos que ter esperanças de vencer na vida. Enfim,desejo-te tudo de bom!! Mil beijinhos fofinhos,fica bem querida!!

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