14.9.13

A ESTRADA


Na estrada longa, o nosso carro de sol e chuva vai pegando passageiros, largando outros, numa viagem de conhecer, desconhecer. As sinuosidades encobrem as velhas margens e quem nelas caminhou ou se perdeu. Vão-se apagando as marcas do rodado. Indelével, a memória dos vivos e dos mortos, a impedir o esquecimento. A luz que indicia o fim da estrada revela os nomes de passageiros que continuam no carro, invisíveis, intocáveis, silenciosos, testemunhas da inacabada solidão.


Licínia Quitério

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