Sei que depois do incêndio
os mitos se alimentam
de sobras de minúcias
na ponta diamantina
dos ocasos
Pudera eu
divisar a fractura
onde arrefece a cinza
e acompanhar
as vozes da planura
antiga clara principal
Para sempre caminhar
e não chegar e não chegar
Licínia Quitério
Nota: Clarisse pede-me que agradeça a hospedagem no Sítio e a amabilidade das visitas. Assim faço.
Licínia
14.3.09
DEPOIS DO INCÊNDIO
partilhado por
Licínia Quitério
às
11:27:00 da manhã
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17 comentários:
Depois de te ler aqui apetece-me caminhar, não sei para onde.
De tanto caminhar e nunca chegar sei que um dia chegarei. Um dia.
Um abraço
Licínia,
onde não quererá chegar a Clarisse?
E eu que gostava tanto de a ler através da poesia do teu olhar, aceno-lhe um beijo.
Para ti, fica um abraço, amiga.
É cansaço? Desencanto? Uma litania muito doce e muito bela, o teu "para sempre caminhar e não chegar e não chegar"...
Belíssimo o teu poema!! Muitos beijos.
Tão belo e estranhamente melancólico! Ler-te é sempre uma experiência marcante. **
Que belo o seu poema.
Poeta é certamente, porque o comum dos mortais como eu, não o conseguem fazer.
Carmo
depois do incêndio o restolhar das chamas. na memória. quentes ainda...
... e o (en)canto das planuras. que abismam.
belíssimo.
beijos
um poema muito belo.
e a minha gratidão a Clarisse por ter habitado por uns tampos o Sítio; gostei muito dela.
Das cinzas por vezes brota novo clarão...
que seja um clarão de luz suave e rejuvenescedora.
Bjs
Não chegar. Não chegar ao fim da melancolia do poema.
Não chegar ao final da história de Clarisse...
Um beijo Licínia.
ouço -o dito por mim em voz alta , mas não importa aqui quem diz , mas o que está dito , e o que está é muito belo ... Por isso chego-lhe um abraço poeta !
_________ JRMarto
... malvados pirómanos que há tão pouco tempo ensombraram o meu sítio e ei-los agora por aqui deixando-te nas letras o desalento próprio de quem não tem o carro dos bombeiros à mão de semear...
A Clarisse integrou-se perfeitamente no ideário poético do Sítio. Era simpático da parte dela (e da tua) que passasse de vez em quando por aqui.
Abraços.
De enorme lucidez este teu poema. Gosto muitíssimo.
O fogo está apagado, suponho.
Vamos beber um café? :)
Por vezes chegamos. Mas estamos tão cansadas da caminhada que nem percebemos.
Belo poema.
As melhores viagens
são as de partir
e chegar
sem deixar o caminho
Atrasar a chegada.
Com louros nas coroas.
Com oiros nos cabelos.
A meta pode esperar.
Bjinho
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