Provavelmente nada seria igual
se um tritão inda houvesse, meu amigo,
meu escravo, meu senhor, minha casa de mar.
Os tritões agora são de pedra,
nos lagos e nas fontes, fantasias
dos deuses depois da criação
de vaidades e ambições do tamanho do sol,
da via láctea ou da ínfima partícula
em que nenhum nome cabe para poder existir.
O tritão que eu sabia dos desenhos solares
que só as crianças constroem nas areias
era gentil e sorria quando eu o cavalgava.
Meu escravo, meu senhor, levava-me
a viver minha casa de mar com peixes
cor de luz e tudo o mais que eu não tive
que o meu amigo em pedra se tornou
e a criança assombrada na areia ficou.
Licínia Quitério
Apresento as minhas desculpas por, durante um tempo que espero breve, não visitar os vossos blogs, deixando os merecidos comentários. Grata pelas amáveis opiniões que sempre aqui fazeis o favor de expressar. Deixo-vos o meu terno abraço.
Licínia
6.6.10
PROVAVELMENTE
partilhado por
Licínia Quitério
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4 comentários:
As memórias que este poema me trouxe...
Um beijo, Licínia.
Ainda há tritões
que nos projectam memórias
e amanhãs
que a sua poesia não deixam morrer
para nosso prazer
por aqui tritões e búzios prevalecem em música apaziguadora. acalmando os mares à passagem dos humanos...
... que divina é tua Poesia!
beijos
Com "Herético" permito-me gritar: "...que divina é a tua poesia"!!!
Beijinho e... volte logo, os "tritões" merecem...
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