1.12.11

GRAÇA


com a graça da tarde desmaiada
poisas nas varandas da cidade
a álacre nudez das borboletas

em vez de dizeres rio dizes mar
em vez de mar falas de mundo
em vez de amor soletras vida

trazes contigo o odor das  rosas
de janeiro e do pão fermentado
nos alvores da liberdade

terá outra varanda o amanhã
para poisares a verde madureza
o doce sobressalto e o cansaço
das pedras com que dizes tempo

Licínia Quitério

Nota 1: Foto trabalhada a partir de um original de M.
Nota 2: Publicação (foto e texto) dedicados à M. e à B. 

9 comentários:

Alien8 disse...

Um belíssimo conjunto, Licínia.
Obrigado!

Anónimo disse...

Uma gracinha este poema à Graça e às Amigas.
Agrades

Anónimo disse...

Coisa mai bonita de L. e M. com B. em G. em tarde de LUZ.!
Nem Sophia o diria melhor, acho.

De sentir os olhos com aquela poalha que faz chorar sem motivo (ou com).
Obrigada, querida L.
Beijinho da bettips

M disse...

A leveza na beleza. Adorei!
Muito obrigada, Licínia.
Um beijo

© Maria Manuel disse...

uma graça feita asas de borboleta a dizer mar e tempo e vida pelas varandas da cidade. lindo!

beijo, Licínia.

Justine disse...

Chegaremos à outra varanda?
(O modo de dizer esperança em ritmo suave...)
Beijo

Mel de Carvalho disse...

enorme prazer lê-la, Licínia. obrigada

fica um beijo da Mel

Mar Arável disse...

Tudo se move

heretico disse...

"em vez de dizeres rio dizes mar
em vez de mar falas de mundo
em vez de amor soletras vida..."

Perfeito!

beijos (para ambas)

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